A saga de Harry Potter chegou ao fim. Quem acompanhou desde o início o lançamento dos livros, esperando ávidos quando seria lançado o próximo e que, principalmente, se acostumou a ter a cada ano um livro novo chegando às livrarias, com certeza ficou triste com o fim da história.
A história do menino que descobre aos 10 anos que, além de ser bruxo, seria o escolhido para matar Lord Voldemort, a encarnação do próprio mal na Terra, conquistou milhões de pessoas ao redor do planeta. E não é por nada que tantas pessoas se comoveram com Harry Potter. No início a história ainda tem toques infantis. Claro, Potter inicia a saga com apenas 10 anos, e seus conflitos dizem respeito a um menino desta idade. À medida que o tempo vai passando – a cada livro um ano se passou -, os conflitos vão ficando mais complexos. Não só os conflitos do protagonista e de seus colegas, como também Voldemort vai ganhando força. Com isso, a ameaça de uma guerra mundial vai tomando forma.
Com a leitura da saga é possível ir um pouco além da disputa entre bruxos e trouxas. Voldemort é aquele que inicia uma segregação no mundo bruxo por não concordar com a mistura de raças, acredita que os bruxos não devem se relacionar com aqueles que nasceram de pais sem poderes. Este é o argumento que perpassa a trama, e podemos daí fazer metáforas diversas. Harry Potter trata, no fundo, de uma história sobre preconceito e miscigenação, grande problema da atualidade e que já foi causa, inclusive, de uma grande guerra em meados do século passado. Mas com este olhar ou não, Harry Potter é uma bela e bem escrita história sobre a fantasia do cotidiano.
